30 abril 2016

O nosso amor.

Eu já estava para acabar nosso relacionamento. Suas atitudes medíocres me deixavam triste. Sofria demais por uma pessoa que pouco ligava sobre meus sentimentos. Terminei. Não digo ter vergonha, foi até legal e agradeço tudo. Concordamos manter amizade, mas sem pegação. 
Meus olhos agora eram para outro, Pedro Sant’anna! Sim, com dois N e um apóstrofo. Porém, autoestima não cooperava e pensava: “Ele é muito lindo para uma garota como eu”. Minha vergonha de contar à uma amiga sempre foi maior, ela poderia muito bem falar toda verdade do mundo “Se enxerga garota. Tu não faz o tipo dele.” Mas quem realmente era Jennifer na “fila do pão”? Nada, eu era simples, uma arrogância inexplicável, baixinha e falava bem. Era isso até esse amor corroer todas às veias do meu corpo e resolver deixar essa vergonha de lado.
Pedi uma amiga ajuda e ela falou “Eu te ajudo, maaaaaas, preciso do número dele!”. Confirmei balançando à cabeça um tudo bem e gente, bendito seja quem inventou whatsApp, o que seria de mim? Nunca iria ter coragem de chegar nele e falar o quanto o admirava.
Consegui o número. Porém, ainda não havia enviado nenhuma mensagem. Minha amiga puxava assunto com Pedro, enviava-me prints. Era adorável saber que era reciproco.
Passou um mês do meu termino com o cara mais babaca dessa terra. Na verdade, já havia terminando, ele que não se tocou.
Então, dia 5 de novembro de 2015 às 21:23 da noite, aquela data, aquele ano, mandei “oi”. O “oi” de me deixar nervosa. Não teve respostas no mesmo dia, esqueci da semana de provas e ele, certamente estudando. Tudo bem. Fui dormir.
Agora sim, dia 6, o dia! 
Acordei, fui ver às mensagens no celular e lá estava “Pedro <3 (boy magia): Oi. Desculpa a demora, estava estudando. Como você está?”
Tremi dos pés à cabeça. Respondi só pela noite. No colégio trocávamos olhares. Literalmente, dona Jennifer estava apaixonada, via ele em tudo que era lugar, com os amigos, comendo, rindo e com meninas...
Passamos duas semanas conversado pelo WhatsApp, nada de se falar pessoalmente. Ele me fazia rir de besteiras que nunca me passou na cabeça dar risadas.
Até "quê", um dia, na minha semana de provas bimestrais, eu havia chegado bastante cedo, estava estudando e adivinhem? Pedro Sant'anna com dois N e um apóstrofo veio em minha direção perguntando:
---Posso sentar e observar você estudar?” 
---Sim, pode sentar ao meu lado.
Pronto, aquele dia que não recordo mais data, eu entendi o real sentido da expressão “sentir borboletas no estômago.” Meus olhos brilhavam, a boca não sabia se sorria ou tremia.
Me perguntou o que estudava e falei “espanhol.” Não olhei na cara dele por motivos de muita vergonha e iria me ver rindo. Vai que pensasse: “Essa doida tá rindo de quê?”.
Certo dia ele me chamou na hora da saída e perguntou o que eu realmente queria ou era apenas amizade e à burra, sim! Que burra! Até hoje me envergonho de ter respondido “Só amizade.”
A cara dele passou de ser felicidade para uma tristeza enorme. Criei coragem. Beijei-o. Nosso primeiro beijo! Suas bochechas agora eram da cor do nosso amor, vermelhas. O tempo parou naquele momento, não me toquei que minha amiga se aproximava tagarelando “Own, que lindos”.
Nos abraçamos. Despedimos com um beijo dele na minha testa. Fui embora toda sorridente. Desde então, a gente ficava pelos corredores da escola. Ele não escondia de ninguém que eu era a “mina” dele. Me sentia acolhida, amada, de uma forma sem igual.
O ano letivo já estava para acabar e de repente...
Pedro mandou uma mensagem dizendo precisar falar comigo. Nesse dia não dormi, passei a noite toda pensando se ele iria desistir de mim.
Mas não foi bem assim. O nosso amor apenas começava!
Às cinco horas do dia sete de dezembro, na saída do colégio, alguém me puxava pelo braço e dizia:"Olha, próximo ano é meu estágio. Você quer namorar comigo?”. Era Pedro com uma voz tremula de tão nervoso.
Meu mundo estava completamente feito, imaginei nossos filhos, apartamento em Nova York e chegando do meu emprego dizendo “Boa noite, querido!”.
E sim, aceitei, claro!
Pedro sentia-se aliviado e ouvi seus sussurros baixos “Ufa! Pensei que ia ser um não.” Rimos e nos abraçamos.
Hoje, não me arrependo de ter pagado micos por você e vejo que meu amor, O NOSSO AMOR, é lindo, compreensivo e se for para ser nós dois, eu quero, aceito.

-Anna Carolina, Doce Carola.




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