19 novembro 2017

Domingo.

É noite de domingo e estou à procura de algum mercantil aberto para comprar um vinho. Que burra, deveria ter comprado até meio dia, porém vou no posto colocar gasolina na bis e aproveito, aquele que você gosta altos del plata. 
Nunca fui boa em escolher bebida alguma, não tenho esse costume todo de beber e só tomo para lhe acompanhar quando você vem.
Coloco na parte de dentro da bis junto ao celular, tenho medo de ser assaltada, principalmente do caminho da minha casa. 
Ao chegar na minha rua começo a tentar abrir o portão de longe, o controle está horrível, mas no final dá certo. Entro em casa, coloco o vinho sobre a mesa, faço uns petiscos de carne e vou tomar banho.
Enquanto a água do chuveiro caí fico pensando em nós. Me enxugo, coloco aquela blusa cinza super solta e rasgada, com aquela calcinha roxa de renda que você adora e os cabelos feito coque. 
Te passo uma mensagem no whatsApp:

"Você vem?"
"Estou no caminho."

Enquanto isso subo para o 2° andar e fico olhando da varanda se já está próximo e avisto seu carro. Como sempre pontual, são exatamente 21:00 horas da noite. Você já tem o controle do portão e não preciso me deslocar, mas meu coração mole faz questão de ir te receber como se fosse sempre a primeira vez em que ainda não tinhas a chave.
Me escoro no balcão da cozinha te esperando entrar ao som da música Crazy de Aerosmith. Minha casa parece mais um kitnet de tão pequena que é e não ter muitas coisas, como por exemplo um sofá para te esperar na sala sentada, haha.
Você já sabe todos os cômodos. Vai direto na cozinha e ao ver o vinho... sorrir! Me elogia por nunca errar o seu preferido junto aos petiscos de carne.
Mas não era aquilo que tu querias, a sede e a fome está bem maior em relação a mim. O vinho continua fechado e a carne ali, intacta. Vens na minha direção, se encostando por trás, me pegando pela cintura e sussurrando no meu ouvindo o quanto fico gostosa a cada dia.
Eu me viro e beijo você, dando a entender a saudade que estava sentindo. Essa história de ser ver de domingo a domingo é complicado.
Vamos para meu quarto, minha cama está desmontada, comprei na sexta e não vieram ainda ajeitar. O que resta é o colchão, mas optamos pelo chão frio, sem lençóis e qualquer tipo de peça de roupa.
Dali, partimos para o colchão. Já é bem tarde. Você tem que ir, mas resolve ficar.
Mais uma vez, o domingo que é sempre um tédio durante o dia torna-se melhor ao encerrar.

-Carolina Barbosa

Créditos da imagem: Clique Aqui

16 novembro 2017

Ilusão em uma madrugada

Hoje...
Hoje não!
Fazem uns dois dias que remexendo no facebook encontrei o seu que dizia não ter nada de redes sociais além do whatsApp. Tentei te enganar com minha idade que era para você não desistir de mim na mesma hora, mas quem foi enganada o tempo todo foi eu até a última mensagem visualizada.
Há tempos tenho vontade de escrever para você, mesmo sendo por aqui, algo desconhecido. Aliás, foi a madrugada mais desconhecida e louca para mim naquele 16 de outubro. Eu olhava para outros caras enquanto minha amiga olhava para você, na verdade lhe achei bonito, mas de inicio não era sua presença na noite badalada quem queria para mim.
No estacionamento com minha amiga seu amigo falava comigo e jurei ser ele quem iria ter um fica naquele dia. Só que as coisas foram bem opostas, tu chegou do lado já abraçando, todo rapaz nerd, game em que conhecia logo: bem mimado.
Ainda bem que meu salto ajudou, acho que sua altura seria por volta de 1,80m. As conversas iam e voltavam, minha idade foi negada e você não caiu, terminando o ensino médio, era quase improvável ter 20 anos, risos. 
De repente, já estamos no hotel que tu está hospedado. Parecíamos atores de filmes rodopiando pela parte da frente olhando o rio e as luzes da outra cidade enquanto os funcionários estavam admirados com nós dois.
Subimos para seu quarto, lá estavam nossos amigos. Decidimos sair. Os beijos pelos corredores vão rolando, os abraços, amassos. 
Nessa parte da madrugada nada foi negado, eu estava ali de corpo e alma, aos suspiros desejando outras coisas que a passagem comprada era motivo para interromper. 
Mas tu, negou para mim, só estava "carnalmente". Negou no momento que pegava tuas malas e se fazia querer voltar comigo.
Negou, quando me fiz verdadeira.

-Carolina Barbosa



                                                            Créditos da imagem: Clique Aqui


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