30 março 2018

Dedico a ti


O dia hoje foi daqueles, porém, bem mais corrido do que todos. Entreguei panfletos e fui trabalhar pela tarde. O tempo chuvoso, internet caindo, correria em resolver tudo para não acumular.
A patroa ia fechar o local às 16:00 horas, mas findou sendo quase 17:00, o que são 10 minutos?!
Acabei saindo 17 horas e 30 minutos de lá e assim como ontem, choveu outra vez por aqui. Tenho costume de apreciar aos detalhes que me rodeiam e não como outra pessoa correndo dos pingos, eu vinha sentindo com minhas mãos estendidas deixando a água que caía escorrer, o frio pelos cabelos.
O trabalho não é tão longe da minha tia ~ é lá onde fico para almoçar, tomar banho~, uns 10 minutos. Cheguei e como chovia, não havia ninguém nas calçadas. Gritei "Tia Léeeeeeo?¹" e ouvi de longe "Já vooou!"
Entrei em casa, comi algo e descansei. Arrumando minhas coisas ia conversando com tia Léo sobre o que ocorreu no dia. Ainda chovia, peguei a bicicleta e disse tchau para minha tia. 
Vou empurrando a bike, seu carro está fora da garagem e olho para sua casa. A janela do seu quarto está aberta e por milésimos segundos lembrei das nossas duas horas de "amor carnal" naquela noite do dia 04 de fevereiro, final de festa.
Era um forró de uma banda que não me recordo em que não dancei com você, aliás, dancei com vários menos você. E você, com outra, onde jurava ser sua namorada.
Passei por você e veio me questionar por não ter deixado tal coisa em certas ocasiões, dei minha resposta e falei mais do que deveria. A festa acabou, fui para casa e enviei uma mensagem de bêbada:
-Desculpa ter dito aquilo.
Logo mais uma resposta: 
- Sem problemas. 
Em seguida um elogio já questionando onde eu estava e pedindo meu número. Por trás de um celular estava comendo minha janta que mamãe havia guardado e já tirado toda roupa até você perguntar do telefone e já saber que viria me buscar. 
Coloquei a roupa em instantes, a mesma, claro! Escovei os dentes e uma ligação sua perguntando o endereço. Com 10 minutos já estava dobrando o beco da minha rua. 
Entrei naquele carro com uma sede de você, até porque já lhe olhava mesmo nunca sendo notada por você. Beijamo-nos na saída da outra rua perto da minha, conversamos até chegar à sua casa e ao chegar, entramos calados para não acordar seus pais. 
O motivo era apenas um: "sexo". Não havia sentimentos da sua parte, o que pelo menos acho.
Entramos. Nunca pensei que um dia haveria possibilidades de um fica nosso. Você já foi logo me puxando com uma força e que força!
Seus dedos entrelaçaram meus cabelos longos e os outros firmes na minha cintura, onde tudo encaixava perfeitamente. Foi questão de maia hora. O álcool já tinha saído todo. Ficamos conversando sobre nossas vidas. Os sonhos, a história, etc...
No final a inquietação se haveria um retorno. Você ainda comentou ''Não adianta apenas um querer ver, tem que ser os dois!" e eu de besta, fui acreditando. 
Já eram 05:30 da manhã, hora de eu ir. Chegando na minha casa nos despedimos e recebo um "dorme bem". 
Passou uma semana e nada de procurações, mensagens, ligações até eu enviar mensagens, aparecer de vez em quando por você de besta e ao ponto de dizer "Quero vê-lo!", o que apenas uma visualização aconteceu, sua frase veio a tona: "Não adianta apenas um querer ver, tem que ser os dois!". Foi aí que disse "Para. Foi apenas uma noite!"
Nesse momento me vi usada, saciar seus desejos e depois um nada. Mas isso já era para acontecer, não basta apenas um sentir e como já lhe olhava há séculos deveria sentir algo.
Voltei ao real, na chuva fora e dentro de mim ao olhar a janela aberta. Foi boa, aquela fuga na madrugada em chegar escondido, a sua conversa, história, simplicidade.
Suspirei ao relembrar tudo e fui embora antes que você me visse quando chegasse à sua casa. 

- Carol Barbosa



Créditos da imagem: Clique Aqui

19 novembro 2017

Domingo.

É noite de domingo e estou à procura de algum mercantil aberto para comprar um vinho. Que burra, deveria ter comprado até meio dia, porém vou no posto colocar gasolina na bis e aproveito, aquele que você gosta altos del plata. 
Nunca fui boa em escolher bebida alguma, não tenho esse costume todo de beber e só tomo para lhe acompanhar quando você vem.
Coloco na parte de dentro da bis junto ao celular, tenho medo de ser assaltada, principalmente do caminho da minha casa. 
Ao chegar na minha rua começo a tentar abrir o portão de longe, o controle está horrível, mas no final dá certo. Entro em casa, coloco o vinho sobre a mesa, faço uns petiscos de carne e vou tomar banho.
Enquanto a água do chuveiro caí fico pensando em nós. Me enxugo, coloco aquela blusa cinza super solta e rasgada, com aquela calcinha roxa de renda que você adora e os cabelos feito coque. 
Te passo uma mensagem no whatsApp:

"Você vem?"
"Estou no caminho."

Enquanto isso subo para o 2° andar e fico olhando da varanda se já está próximo e avisto seu carro. Como sempre pontual, são exatamente 21:00 horas da noite. Você já tem o controle do portão e não preciso me deslocar, mas meu coração mole faz questão de ir te receber como se fosse sempre a primeira vez em que ainda não tinhas a chave.
Me escoro no balcão da cozinha te esperando entrar ao som da música Crazy de Aerosmith. Minha casa parece mais um kitnet de tão pequena que é e não ter muitas coisas, como por exemplo um sofá para te esperar na sala sentada, haha.
Você já sabe todos os cômodos. Vai direto na cozinha e ao ver o vinho... sorrir! Me elogia por nunca errar o seu preferido junto aos petiscos de carne.
Mas não era aquilo que tu querias, a sede e a fome está bem maior em relação a mim. O vinho continua fechado e a carne ali, intacta. Vens na minha direção, se encostando por trás, me pegando pela cintura e sussurrando no meu ouvindo o quanto fico gostosa a cada dia.
Eu me viro e beijo você, dando a entender a saudade que estava sentindo. Essa história de ser ver de domingo a domingo é complicado.
Vamos para meu quarto, minha cama está desmontada, comprei na sexta e não vieram ainda ajeitar. O que resta é o colchão, mas optamos pelo chão frio, sem lençóis e qualquer tipo de peça de roupa.
Dali, partimos para o colchão. Já é bem tarde. Você tem que ir, mas resolve ficar.
Mais uma vez, o domingo que é sempre um tédio durante o dia torna-se melhor ao encerrar.

-Carolina Barbosa

Créditos da imagem: Clique Aqui

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